| O "Crescimento" da Computação (Unidade 1) |
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| Escrito por Administrator | ||||||
| Sex, 26 de Agosto de 2011 04:33 | ||||||
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Desde meados de 1600, com o surgimento das primeiras máquinas de calcular, até os dias atuais, o homem, em uma luta incansável, tem procurado otimizar seus mecanismos computacionais na medida que tais otimizações possam a caber no seu bolso(ou, em alguns casos, possam beneficiar o seu bolso ;)) As primeiras maquinas de grande porte(não cabe aqui mencionar as maquinas de Pascal, Babbage e semelhantes) surgiram por volta dos anos 40, pesavam algumas toneladas e eram repletas de válvulas. A mais famosa dessas maquinas, o ENIAC, por exemplo, possuía certa de 17 mil válvulas a vácuo, as quais necessitavam de grande mão de obra apenas para mantê-las funcionando. Não demorou muito para o homem perceber o grande desperdício(consumo de energia, espaço e etc) e investir mais nos famosos transistores e nos diodos semicondutores. Tais esforços permitiram a compactação dos transistores em módulos menores, que foram chamados de Circuitos Integrados. Com dinheiro disponível, ambição e conhecimento acumulado, logo os Circuitos Integrados passaram a “integrar” mais transistores e, então, evoluíram para os chamados Chips.
De lá para cá, o homem continua a brincar com essa arquitetura. Hora produz um processador com um conjunto específico de operações, hora produz um genérico e utiliza interpretação(em software) para instruções complexas. Ainda outrora usa uma combinação de ambos os modelos(é, isso mesmo, segundo Tanenbaum o Pentium em diante realiza operações simples em RISC e as demais em CISC). O próximo passo foi usar paralelização com pipeline, mas ainda não era suficiente. O dinheiro ficou mais acessível, então o homem adicionou o multiprocessamento na arquitetura, com cores totalmente independentes, compartilhando a mesma memória. A quantidade de cores nos multiprocessadores cresceu mais do que o dinheiro podia bancar, então foi hora de mudar o paradigma mais uma vez e criar os multicomputadores. Com eles, a limitação na quantidade de cores deixou de existir e cada um tem a sua própria memória privada. Estes últimos ganham mais memória cache(com o baratear destas), expandem com novos núcleos de processamento gráfico e, assim, continuam a “engordar”, dia após dia. Até mesmo os softwares precisaram "engordar", haja vista o modelo de programação mais complexo exigido pelos multicomputadores (ora, mas a tendencia não deveria ser simplificar e abstrair a complexidade dos softwares?) Com os problemas cada vez mais complexos, softwares cada vez menos preocupados com as limitações de hardwa re, o conhecimento e investimentos financeiros mais acessíveis, será que a maquina do futuro irá crescer tanto quanto o ENIAC? Ou “voltará” a encolher?
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